A BrOi do Coutinho afunda na Carta Capital
Saiu na Carta Capital, pág. 40, reportagem de Gerson Freitas Jr:
- Desde que comprou a BrT o valor de mercado da Oi caiu quase pela metade (e, portanto, o valor das ações do BNDES e do Fundo de Amparo ao Trabalhador na Oi – PHA).
- A relação da divida com a geração de caixa da Oi é duas vezes superior à do mercado.
- Os empresários (?) que compraram a BrOi (sem botar um tusta – PHA) devem R$ 2,5 bilhões ao BNDES (e ao Fundo dos Trabalhadores – PHA).
- A Oi é a lanterninha no mercado de telefones celulares (onde está o futuro da telefonia – PHA).
- A Oi é a que menos cresce no mercado da banda larga (outro caminho futuro da telefonia – PHA).
- A Oi é a megacampeã de reclamação dos consumidores.
- Os acionistas minoritários vetaram a incorporação da Brasil Telecom à Oi, peça original da genial concepção do presidente do BNDES, Luciano Coutinho.
Ou seja, a BrOi não se fez ainda (e talvez jamais se realize).
- O volume de ações judiciais (engrendradas pelo Daniel Dantas - PHA) no armário do departamento jurídico da BrOi deve inviabilizar a empresa, com os atuais acionistas.
- Resultado, a Oi vai acabar na mão da Telefonica, da Portugal Telecom, do Slim.
Como diz a Carta Capital: o “discurso da ‘supertele’ nacional só serviu para mudar as regras do jogo do setor em favor de Andrade Gutierrez e Carlos Jereissati”, os tais empresários (?) que não botaram um tusta.
Como disse o Economist sobre o BNDES, isso de pegar dinheiro do trabalhador para dar a dois empresários é muito estranho num governo trabalhista.
Não é mesmo, amigo navegante ?
Estranho.
E a estratégia do Luciano Coutinho de criar a “supertele”, a união do Matarazzo com o Klabin para formar a “burguesia nacional” deu nisso – em banha embrulhada em papelão.
Paulo Henrique Amorim