Gripen: Brasil terá controle total da tecnologia
Saiu no Estadão:
Brasil terá controle total da tecnologia do caça sueco, diz fabricante
Wladimir D'Andrade - Agência Estado
São Paulo - O governo brasileiro terá o total controle da tecnologia usada no caça sueco Gripen NG e poderá realizar quaisquer modificações que atendam às necessidades da Força Aérea Brasileira (FAB), disse ao Broadcast o chefe da comunicação da Saab, Lennart Sindahl. De acordo com ele, haverá liberdade para a FAB adaptar até as partes mais sensíveis das 36 aeronaves que serão adquiridas pelo País, como o sistema eletrônico de combate. "Não há restrições, o Brasil terá acesso total", afirmou.
A transferência de tecnologia é o ponto mais importante da compra dos caças do programa FX-2, que vai renovar a frota da FAB. A indústria brasileira vai construir, em conjunto com a Saab, partes e softwares do Gripen NG, um caça totalmente novo - existe um protótipo com 300 horas de voo. Os jatos serão montados no Brasil. "Haverá a transferência de conhecimentos importantes, que vão preparar o País para futuras necessidades em caças aéreos", disse Sindahl.
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Uma das maiores vantagens da Saab no processo, na visão da Aeronáutica, era justamente o fato de que o caça será construído no Brasil e a tecnologia, desenvolvida aqui, em conjunto. Sindahl diz que mesmo as partes militarmente mais sensíveis serão divididas com o País, com a propriedade intelectual compartilhada. "O governo sueco é muito aberto, não temos nenhum problema com isso."
Cinco empresas brasileiras já têm protocolos assinados com a Saab e são os primeiros fornecedores e parceiros da empresa na produção nacional do Gripen. A primeira delas é a Embraer, onde os componentes eletrônicos mais sensíveis serão desenvolvidos. A empresa tem uma unidade militar no município de Gavião Peixoto, a 300 quilômetros de São Paulo, com uma pista de 5 mil metros, que deve concentrar também a montagem e o teste final dos Gripen.
Também estão na lista de fornecedores a AEL, subsidiária gaúcha de uma empresa israelense, que produzirá displays e outros equipamentos eletrônicos de bordo; a Mectron, que pertence ao grupo Odebrecht, que fornecerá armamentos; a Atec, de softwares; e a Akaer, de projetos estruturais, que já trabalha com a Saab.
"Temos um compromisso muito forte de encontrar fornecedores brasileiros. O Gripen será construído aqui com componentes brasileiros, suecos e de outros países", afirma Sindahl, explicando que uma das políticas da Saab é não ter fornecedores que vivam exclusivamente de fornecer peças para o caça.
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