Murrow e Janot vão aos EUA prestar contas
A Americas Society / Council of The Americas (AS/COA) promoverá, no dia 2 de março, um evento intitulado "A batalha da América Latina contra a corrupção: o que vem a seguir".
Essa Américas Society não passa de um sótão que a família Rockefeller usava para defender seus interesses como se fossem altruístas.
Banqueiros e donos da Exxon a gente sabe que interesses eram e são.
O Janot e o Murrow sabem também.
O COA é "uma organização internacional cujos membros compartilham um compromisso comum pelo desenvolvimento econômico e social, mercados abertos, o regime da Lei e a Democracia".
O evento será sediado na Park Avenue, em Nova York, colado na Quinta Avenida.
Um dos palestrantes (sic), claro, é o Judge Murrow, aquele que, como o Conversa Afiada já mostrou, não passa de um aliado do Tio Sam.
Para quem não se lembra: em julho de 2017, o subprocurador-geral dos EUA, Kenneth A. Blanco, admitiu publicamente que a Operação Lava Jato atua em parceria com o Departamento de Estado norte-americano.
André Barrocal já denunciou que o Golpe nasceu em Atlanta, onde, em 2012, ex-presidentes latino-americanos (todos de Direita, claro) se reuniram em um quarto de hotel para traçar um plano para derrotar - fora das urnas - candidatos progressistas da região.
A cabeça de Lula era a joia da coroa.
Agora, Murrow, em sua casa, poderá discursar (em um inglês pior que o do Neymarketing) sobre o Golpe no Brasil.
Nesta jornada, terá a companhia do ex-Procurador Geral Rodrigo Janot, o que deixou Eduardo Cunha solto até que perdesse a serventia.
(Segundo o ex-Ministro Eugênio Aragão, Janot ressaltou a pequenez até em sua saída da PGR...)
Diz a descrição do evento em Nova York:
Quais são as verdadeiras lições da Lava Jato, de La Línea e outras exitosas (sic) investigações contra a corrupção na América Latina? Quais práticas entre os setores público e privado precisam mudar de uma vez por todas? Americas Society/Council of the Americas convocam os principais nomes do combate à corrupção (quá, quá, quá) e líderes corporativos da América Latina pela primeira vez para uma conferência inovadora: 'A batalha da América Latina contra a corrupção: o que vem a seguir'". O evento, que durará meio dia, será uma franca discussão sobre a histórica repressão à corrupção na região, o que esperar nos próximos meses e quais mudanças mais profundas são necessárias para construir um clima mais transparente para os negócios.
A quem possa interessar: o evento terá início às 8h30 pelo horário local (10h30 pelo horário de Brasília), provavelmente com a execução do Star-Spangled Banner. Moro cantará?
Em tempo: a plateia da AS costuma ser composta de sub-de-subs de vice-presidentes de bancos e, em geral, brasileiros.
Em tempo²: é uma tchurma de um nível de renda um pouco abaixo daquela que vai ao Man of the Year e que este ano será um fracasso retumbante: não tem grana para bancar a coroação do Murrow. Apesar do generoso subsídio do Pedro Malan Parente.